Dicas do blog para “fugir” do carnaval: Liberdade

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Calma, não é a pequena e pacata cidade de Liberdade, no Sulzão de Minas. Mas sim o bairro mais asiático do Brasil, no centro de São Paulo.

Se você quer fugir do carnaval, com certeza encontrar na Liberdade um lugar perfeito para isso. É uma região com muitos cafés, restaurantes, supermercados e bares, perto da Zona Central e da Sé.

Passamos a última semana de 2023 na Liberdade. As opções de hospedagem são baratas, se comparadas com outras regiões. Ficamos em um hotel no miolo do bairro. A diária foi de 250 reais para 4 pessoas (sem café da manhã).

Os passeios se restringem a compras, basicamente. Há um museu da imigração japonesa, mas estava fechado.

Se a vibe for passeio-família, vale a pena. Sobram espaços “instagramáveis” para as crianças. Café da Hello Kitty, cafeteria em que “imprimem” sua foto na espuma do café e um dos mais procurados, o 89ºC Coffee Station (em frente a Praça da Liberdade).

Os preços são salgados em todas as cafeterias. Mas os pães do 89 valem o preço. Experimente a baguete com café coado. Ou aqueles refrescos japoneses que a criançada adora. O de uva verde com coco é gostoso, vem umas gelatinas com sabor de coco. Mas não dá para repetir -tanto pelo preço, mas mais pelo sabor, que começa ficar enjoativo no meio da latinha.

Restaurantes

Pra explodir

 

 

 

O Tanka parece aquele rodízio tradicional de churrascaria -só que sem carne. No lugar, muito peixe cru, ostras, camarões, lamen (você escolhe os ingredientes e o chef monta o prato na hora), sashimi, sushi, polvo, kani, yakissoba. Você come à vontade, bebidas à parte. É o restaurante que os turistas mais procuram. À noite, custa 145,00 por pessoa. No almoço, 125 reais. Refrigerante “à vontade” por 15 reais. Ah, tem frozen yogurt “à vontade”, com direito aos toppings (paçoquinha, balinhas etc.). Sugestão: faça como o gordinho aqui: vai de leve, para poder experimentar um pouco de tudo.


Escondido

 

O Sweet Heart (não achamos site) fica escondido na Rua dos Aflitos, uma viela sem saída, também no miolinho da Liberdade. Meu filho e eu vimos uma crítica em que as pessoas comentaram a “braveza” da proprietária. Já chegamos ‘aflitos’, porque eram 20h e o restaurante fecha às 20h30. Perguntamos se dava para levar, a moça concordou com um sim taiwanês seco e pronto. Levamos ramen, wontons (tipo guioza, pasteizinhos fritos), umas saladinhas que nem imagino o que eram, umas bolinhas no meio da sopa. Caldo excelente, tempero bom, preço salgado (para quem mora em São Paulo o preço é considerado justo, nas eu sou mão de vaca): R$ 180 para 3 pessoas,  mas com vários pratos diferentes, refris e uma cervejinha.

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Self japa

O Itiriki também fica em frente a pracinha da Liberdade. É um self service lotado, mas que te ajuda na hora da fome. Rango bom, mas sem o capricho dos pratos à la carte que experimentamos em outros restaurantes. É uma entrada estreita e, do nada, um salão enorme. Você sai obrigatoriamente pela porta do outro lado, onde tem uma loja Yoguti (prometi ficar 5 anos sem tomar esse frozen de iogurte).


Eat Asia

São vários restaurantes Eat Asia, mas o principal é o da Hello Kitty, com decoração em P&B (sim, o cinquentenário jornalista foi ao restaurante da HK… o que a gente não faz pelos filhos). O rango é bom, mas fica a milhas de distância do Sweet Heart. Preferi as empanadas que comi com minha esposa enquanto esperávamos no La Guapa, da Paola Carosella (fica ao lado, as empanadas são feitas e assadas na hora! Nem deu tempo de tirar foto, de tanto que estava bom).


A Feira

Todo dia tem alguma feira na Praça da Liberdade. Aos fins de semana a muvuca é mais agitada. Mas, mesmo nos dias de semana, você sempre vai encontrar uma barraca com pastel e caldo de cana. Ou tempurá e um bolinho de chocolate com recheio tipo mousse delicioso. Ou camarão frito e chá gelado. Só tome cuidado pra não cair no sushi de salmão que tem praticamente só arroz dentro. Os preços variam de 10 a 25 reais cada petisco. E, por favor, experimente o Takoyaki (parece bolinho de chuva, só que o recheio é de polvo). Não cheguei a comer e me falaram que é muito bom. Depois me fala se é mesmo.


Armazéns

Os mercadinhos começam os dias com as gôndolas lotadas -que invariavelmente chegam ao fim do dia quase zeradas. Muitos insumos são comprados pelos próprios restaurantes, como molhos e temperos. Você encontra macarrão de arroz, lanches rápidos e uma infinidade de “miojos” (procure aqueles que não passam pelo processo de fritura, o sabor é melhor e não faz mal para a saúde).

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Viciamos no Onigiri, sanduíche frio de arroz com uma pastinha de atum ou salmão. Por fora, alga crocante. Por dica do jornalista José Neto, trouxe até o arroz próprio e a alga para fazer em casa (o vinagre de arroz encontrei no Maiolini da Rio de Janeiro).

Compramos ainda um potão de maionese do bebezinho (Kewpie), bem mais cremosa do que as que conhecemos e que dá o toque final na pastinha de atum ou salmão. É só dar uma grelhada rápida no salmão, esperar esfriar, misturar na maionese e rechear o bolinho. Na hora de comer, enrole a alga e itadakimasu!


E aí?

Compensou? Como falei, se for uma pegada família, compensa. Para as “crianças” tirar fotos, comprar besteiras (é o que mais tem nas lojinhas), para a esposa comprar produtos de beleza, para você comprar trecos e víveres para a cozinha (se você gostar, lógico). Atenção: não tem um restaurante ou bar que fique aberto depois de 21h, as ruas ficam desertas e a coisa é pior nos fins de semana. É programa pra se fazer de dia.

 

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