Azul vai retirar voos de Varginha durante a semana

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Vai sobrar apenas a linha Varginha/BH na noite de domingo

No mês de agosto a companhia aérea Azul vai retirar 10 voos semana  entre Varginha e Belo Horizonte realizadas de segunda e sexta. Atualmente  há 12 voos semanais, entre domingo e sexta-feira.

Restarão apenas os dois voos de domingo (BH a Varginha, saída às 8h15 do Aeroporto de  Confins/chegada 9h40 em Varginha; saída de Varginha a BH às 10h05, chegada em BH às 11h25).

O   blog perguntou o motivo da redução no  número de voos, mas a empresa não respondeu. Com alguns funcionários, a informação foi a de que será usado um avião novo –mas não informaram porque isso  impediria a realização dos  voos durante a semana.

Empresário de Varginha, amigo do Blog, informou que ouviu comentário (durante voo entre Varginha e BH) dando conta que a redução nas linhas vai ocorrer devido aos custos de uso do  balizamento noturno e rádio. Atualmente o único dia que dá para a linha trabalhar  durante o dia (sem o balizamento noturno), é domingo.

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Me parece mais crível a falta de passageiros frequentes, aliada ao preço alto das passagens.

Em uma consulta pela internet, o blog encontrou passagem entre Varginha e Belo Horizonte por até 500 reais cada trecho.

A única certeza é a de que o último voo entre Varginha e Belo  Horizonte durante a semana será no dia  6 de agosto. Depois dessa data, o site não disponibiliza mais vagas entre segunda e sábado, apenas aos domingos.

Respostas de 12

  1. R$500 sendo modesto, pois há dias que a passagem chega a R$850, rs. Por mais que ônibus seja cansativo, ainda é mais barato. O valor da para ida e volta de 2 pessoas, tranquilamente. Governo mineiro está uma vergonha.

  2. O motivo foi revelado: Gente chata e nojenta pra dedéu tem que ficar isolada. Cidade de gente amarga, antipática. Os Ets foram escolher pousar justamente na pior amostra da humanidade de empatia e respeito. Deram azar. Morreram de desgosto.

  3. Não existe qualquer margem para imaginar que uma decisão política esteja influência a viabilidade dos voos para aeroporto A vs aeroporto B.

    Historicamente Araxá possui uma oferta aérea maior que Varginha. Foi assim quando a Total e TRIP operaram ali por muitos anos (apenas para pegar um período mais recente).

    E os motivos citados acima seguem valendo: piores condições e/ou distância do modal rodoviário até Belo Horizonte e São Paulo, as maiores O&D da região. A mesma coisa com Patos de Minas.

    Pq Valadares, também distante 300 km de BH, mantém voos regulares até a capital? São 3 operações diárias por sinal. R: 381 horrorosa até lá.

    Se Valadares fosse 100 km mais próxima e não contasse com uma empresa do nível da Usiminas (como Ipatinga), dificilmente viabilizaria operações.

  4. Enquanto isso, em Araxá (cidade do Governador), que é menor que Varginha e está próxima de duas cidades com aeroportos com voos regulares (Uberlândia e Uberaba), possui três rotas (Guarulhos, Confins e Patos de Minas), sendo que a para Guarulhos é operada por jato e as demais por turboélice, todos maiores que esse teco-teco que está sendo usado aqui com capacidade para 9 passageiros.

    Já faz algum tempo que a política da cidade se demonstra fraca e incompetente. Deixaram colocar um pedágio na porta da cidade (mas dentro do município de Três Corações, para onde o ISS arrecadado vai) e agora deixam a cidade ficar completamente sem voos regulares.

    1. Araxá possui maior demanda aérea por conta da distância terrestre até os grandes centros. É simples de entender. São 350 km até BH, boa parte em pista simples. Até SP, são 500 km ou mais.

      Varginha é equidistante 300 km das duas capitais que possuem demanda, especialmente coorporativa (que paga mais caro). E o “problema”: em pista dupla, desta maneira, não fica tão atrativo para modal aéreo. É mais difícil conseguir manter uma operação rentável.

      E ainda sobre a comparação entre cidades, o município do triângulo possui turismo e uma movimentada agenda de eventos que estimula a demanda, com voos p/ CNF e GRU (este último metade vendido pela agência de turismo da cia em parceria com Grand Hotel Araxá).

      Outro problema: o equipamento Cesnna Grand Caravan. Com apenas 9 poltronas, ele não é rentável – mesmo cobrando tarifas altas. É assim em todos estados onde existe essa operação (basicamente para garantir desconto no ICMS, em troca de abrir bases e atender alguma demanda/pedido de empresários, moradores e políticos locais).

      Para VAG voltar a contar com operações regulares, será necessário fazer o upgrad ao ATR 72 – e, no meu ponto de vista, buscar estimular o potencial de conexões. Para isso, Viracopos é melhor que Confins. Sem falar que existem muitas fábricas na cidade com plantas ou matriz na região de Campinas, Jundiaí, Sorocaba.

      BH a demanda potencial além do público no geral seria na esfera pública, mas a distância de CNF me parece ser um fator proibitivo.

      Por fim, existem muitas outras cidades, maiores e mais ricas que Varginha, também distantes 250-350 km de SP sem operações aéreas. Todas elas, em comum, contam com uma rodovia duplicada que estrangula maiores chances da cia viabilizar sua operação.

      Araraquara, Bauru, Botucatu, Franca, Jaú, Marília, Poços de Caldas, Pouso Alegre e São Carlos são alguns exemplos. Franca é ainda mais distante, mas possui Ribeirão ali do lado. Bauru e Marília só possuem voos até Campinas, com foco da cia alimentar outros voos (ou seja, passageiros em conexão). Este é outro grande problema, a única companhia que dispõe de aviões regionais para abrir e consolidar mercados é a Azul. VoePass é muito pequenina, e não irá queimar seus slots (permissão dada para que uma operação planejada por uma empresa aérea possa operar em determinado aeroporto) para esses destinos, ainda mais em Congonhas e Guarulhos.

      Se um dia conseguirmos uma operação diária ou 6x semanais intercalada entre Campinas e Belo Horizonte já será um baita avanço.

  5. Tudo só Funciona no Débito-Crédito, só não entendo porquê não existe , aviao com carga, SP – Varginha- BH , aí no mesmo Voõ Passageiros!

  6. Creio que os custos de operação atrelados a uma baixa demanda de passageiros teria ocasionado a redução do número de voos. A empresa deveria rever suas estratégias, como investir em publicidade, conceder bonificação para clientes assíduos, e porque não também praticar preços mais atrativos, para que consiga aumentar a clientela e retomar os voos regulares durante a semana.

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