Após alta, cesta básica de Varginha cai 2,52% em novembro

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A inflação no bolso do varginhense mostrou um sinal de trégua no início de novembro. Após o aumento registrado no mês anterior, o Índice da Cesta Básica da cidade apresentou um recuo de -2,52% em comparação com o mesmo período de outubro.

Essa redução, embora modesta, traz um respiro para o consumidor local. No entanto, o acumulado ainda exige atenção: na comparação com novembro de 2024, a alta acumulada atinge 3,84%.

 

O que puxou a queda e a alta nos preços

 

A pesquisa, realizada pelo Grupo de Pesquisas e Estudos Socioeconômicos (GESEc) do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS – Campus Carmo de Minas) com apoio do Unis e GEESUL, identifica os vilões e os aliados da vez:

  • Maiores altas:
    • Batata e Óleo de Soja foram os produtos que mais pressionaram o orçamento, com aumentos significativos.
  • Maiores quedas:
    • Banana, Farinha de Trigo, Leite Integral, Tomate e Arroz promoveram o principal recuo no valor geral da cesta.

Importante: A queda nos valores de produtos essenciais como leite integral, arroz e carne bovina foi fundamental para impedir uma nova elevação, contrariando as previsões do relatório anterior. A entressafra de alguns hortifrutigranjeiros ainda não se intensificou, contribuindo para o cenário atual.

 

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Impacto real no bolso do trabalhador

 

Na primeira semana de novembro, o valor médio da cesta básica nacional de alimentos, considerado para o sustento de uma pessoa adulta em Varginha, atingiu R$ 640,10.

Colocando em perspectiva:

  • Este valor compromete 45,59% do salário mínimo líquido (após o desconto do INSS).
  • Um trabalhador que recebe o salário mínimo precisa dedicar 92 horas e 46 minutos por mês apenas para adquirir essa cesta.
  • O custo da cesta está 2,94 vezes acima da linha de corte de R$ 218,00, que define a renda mensal per capita das pessoas consideradas pobres.

 

Projeções para o Curto Prazo

 

Apesar do alívio momentâneo, os analistas do GESEc já apontam tendências futuras para o mercado local. Portanto, é crucial que o consumidor mantenha o planejamento:

  • Aumento Esperado: Há uma perspectiva de aumento nos preços do Óleo de Soja, Carne Bovina e Hortifrutigranjeiros (estes últimos antes do pico da safra de verão).
  • Estabilidade ou Queda: Os preços do Arroz e do Leite Integral devem se manter em um ciclo de baixa.

Se essas previsões se concretizarem, a expectativa é de uma nova elevação no valor total da cesta básica na cidade nos próximos relatórios. Apesar disso, é imperativo reforçar que, mesmo atingindo o menor valor de 2025, o nível de comprometimento da renda familiar com a alimentação básica permanece elevado.

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Confira a pesquisa completa clicando aqui.

 

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