No Sul de Minas

TJMG decreta prisão preventiva de empresário investigado na Operação Trem da Alegria em Minas Gerais

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Réu em quatro ações criminais em Guapé, investigado teria dilapidado patrimônio de R$ 1,2 milhão para fugir de ressarcimento

A 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou a prisão preventiva de um empresário investigado no âmbito da Operação Trem da Alegria, deflagrada em 2024. A decisão foi tomada a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária Criminal, com apoio do Gaeco de Varginha.

O investigado é réu em quatro ações penais que tramitam na Corte. Segundo o MPMG, o pedido de prisão foi feito após a constatação de que o empresário teria dilapidado quatro caminhões que estavam sob medida judicial de arresto/sequestro, avaliados em cerca de R$ 320 mil cada. A restrição havia sido determinada para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

O Ministério Público aponta que o investigado responde por crimes como organização criminosa, corrupção, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e peculato.

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A Operação Trem da Alegria foi deflagrada em 7 de fevereiro de 2024 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa que atuava no município de Guapé, no Sul de Minas, com suspeitas de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro.

Na primeira fase da operação, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão, além de seis mandados de prisão preventiva e seis de afastamento de cargos públicos. Entre os alvos estavam agentes públicos e empresários.

Desde então, a investigação avançou para outras sete fases, com novas denúncias apresentadas por crimes como fraude em licitação, peculato, corrupção, organização criminosa e uso de documento falso.

Até o momento, uma sentença condenatória já foi proferida. As demais ações penais seguem em andamento na fase de instrução, aguardando decisão judicial.

Foto: Mirna de Moura/TJMG

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