Secretaria da Saúde esclarece superlotação em hospitais de Varginha; em BH, prefeito busca apoio do Estado

Câmara de Varginha vai debater modelo de gestão do Hospital Bom Pastor

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A Prefeitura de Varginha informou, nesta segunda-feira (13), que a superlotação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e do Hospital Bom Pastor tem provocado impactos no atendimento da rede de urgência e emergência, incluindo o adiamento de cirurgias de maior complexidade.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) afirmou que o aumento da demanda é consequência da alta de casos de doenças respiratórias, da ocupação elevada dos leitos clínicos e de UTI e de um déficit histórico na estrutura hospitalar da região.

Segundo a pasta, o Hospital Bom Pastor dispõe atualmente de 10 leitos de UTI adulto, utilizados para atender pacientes graves, casos de urgência e emergência e dar suporte às cirurgias de maior complexidade. Com a ocupação total desses leitos, alguns procedimentos eletivos precisam ser reagendados até que haja condições seguras para sua realização.

Cenário atual e medidas de ampliação

A secretaria destacou ainda que, desde maio deste ano, a regulação dos leitos hospitalares passou a ser feita exclusivamente pelo Governo de Minas, por meio do CORE Saúde/MG. De acordo com a administração municipal, a Prefeitura não define a ordem de transferência dos pacientes nem o hospital de destino.

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Outro fator apontado é o aumento das chamadas “Vagas Zero” do Samu. Nesses casos, pacientes em risco iminente de morte precisam ser recebidos pelos hospitais mesmo quando a capacidade instalada já está esgotada, o que aumenta a ocupação das UTIs.

Ainda conforme a nota, o Hospital Bom Pastor encaminhou 24 ofícios aos órgãos responsáveis pela regulação estadual neste ano relatando a situação de superlotação. A UPA também enviou quatro solicitações pedindo ampliação de leitos e maior agilidade nas transferências de pacientes.

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Como medidas para reduzir a pressão sobre a rede, a Prefeitura informou que contratou profissionais para reforçar o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), na UPA e no Hospital Bom Pastor. Também foi implantada uma nova equipe do Programa de Atenção Domiciliar (PAD), com o objetivo de acelerar a alta de pacientes aptos a continuar o tratamento em casa, liberando vagas hospitalares.

A administração municipal informou ainda que foram aprovados 10 novos leitos de UTI adulto para o Hospital Bom Pastor no Plano de Ação Regional da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Sul. Além disso, um projeto de ampliação da unidade, que prevê cerca de 104 novos leitos, está em análise pelo Governo de Minas.

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Executivo busca apoio do Estado

Nesta segunda-feira, o prefeito Leonardo Ciacci cumpre agenda em Belo Horizonte para apresentar ao Governo do Estado a situação enfrentada por Varginha e solicitar apoio para ampliar a oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva na cidade e na região.

A Secretaria Municipal de Saúde afirmou que acompanha diariamente o cenário e que mantém diálogo com o Governo de Minas, a Superintendência Regional de Saúde, o CORE Saúde/MG, o Samu e os hospitais para tentar ampliar a capacidade de atendimento e reduzir os impactos causados pela superlotação.

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