Saiba quais a reações mais comuns após a terceira dose da Pfizer

Saibas quais a reações adversas mais comuns após a terceira dose da Pfizer
Foto: Marcus Madeira/Blog do Madeira

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Nosso editor tomou a dose de reforço e sentiu dor no corpo e uma ponta de febre.

Aí pediu pra gente pesquisar quais são os sintomas para quem toma a dose de reforço. Taí o resultado.

De acordo o Ministério da Saúde, 34 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço. A terceira dose deve ser, preferencialmente, com a vacina da Pfizer. Porém há algumas pessoas com receio das possíveis reações adversas do imunizante.

Segundo pesquisas e especialistas, não há porque temer: a vacina é segura e importante para proteger contra a variante ômicron, prevalente no país.

Mas, assim como qualquer vacina e medicamento, o imunizante da Pfizer pode provocar reações adversas em algumas pessoas, o que é uma reação natural. Os efeitos mais comuns são dor no local da aplicação, dor no corpo, dor de cabeça e até mesmo febre.

O clínico geral e coordenador da Clínica Médica do Hospital Santa Lúcia Norte, Lucas Albanaz, diz que as reações são semelhantes ao de outras vacinas e da primeira e segunda dose.

“Não só a vacina da Pfizer como as outras estão suscetíveis a reações adversas, que em sua grande totalidade são leves, como dor de cabeça, náusea, dor no corpo”, explica.

A própria bula da Pfizer já aponta quais as reações podem ocorrer. Essas reações são comuns em até 48 horas após a imunização. O mesmo vale para as crianças. Caso a reação não passe após esse período, Albanez recomenda que a pessoa procure o serviço médico.

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“Caso os sintomas perdurem é importante procurar o serviço hospitalar para avaliação. Às vezes a pessoa está achando que é uma reação da vacina, mas ela já estava com um vírus incubado e está manifestando uma infecção”, alerta.

Casos muito raros

São raros os casos de reações adversas graves. Quando acontece, o Ministério da Saúde e a Anvisa investigam se há relação com a vacina. Segundo a bula da Pfizer, em torno de 0,01% a 0,1% das pessoas vacinadas, pode ocorrer paralisia facial aguda. Ou seja, raríssimo.

Alguns dados tambpem sugerem casos de miocardite após a imunização. Miocardite é uma inflamação no tecido do coração geralmente causada por uma infecção viral. Esses casos ainda estão em fase de estudos para saber se há relação com a vacina.

Na bula, a farmacêutica informa que não há dados suficientes para saber qual a incidência dos casos. De acordo com a Anvisa, são 16 casos de miocardite e pericardite para cada 1 milhão de vacinados.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o risco de miocardite durante a COVID-19 é 20 vezes maior do que o risco de desenvolvê-la devido à vacina.

Saibas quais a reações adversas mais comuns após a terceira dose da Pfizer
Foto: Marcus Madeira/Blog do Madeira

Proteção > riscos

De acordo com o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde de novembro, a chance de uma internação pela COVID-19 é 257 vezes maior do que ter uma reação grave à vacina.

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Segundo os dados, houve registro de apenas 5,1 casos de eventos adversos graves a cada 100 mil doses. Isso condiz apenas 0,005% das pessoas que tomaram algum dos imunizantes.

Nenhuma morte foi registrada com relação a vacina da Pfizer no Brasil. No caso do Distrito Federal, desde o início da imunização foram registrados oito casos de evento adverso grave após a vacinação com a Pfizer.

Reações segundo a bula

Reações muito comuns (em até 10% das pessoas):

  • Dor e inchaço no local da vacinação;
  • cansaço
  • dor de cabeça
  • diarreia;
  • dor muscular;
  • dor nas articulações;
  • calafrios;
  • febre.

Reações comuns (entre 1% e 10% das pessoas):

  • vermelhidão no local de injeção;
  • náusea e vômito.

Reações incomuns (0,1% e 1% das pessoas):

  • aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas);
  • reações de hipersensibilidade [por exemplo, erupção cutânea (lesão na pele), prurido (coceira), urticária (alergia da pele com forte coceira), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa)];
  • diminuição de apetite;
  • dor nos membros (braço);
  • insônia, letargia (cansaço e lentidão de reações e reflexos);
  • hiperidrose (suor excessivo);
  • suor noturno;
  • astenia (fraqueza, cansaço físico intenso);
  • sensação de mal-estar e prurido no local de injeção.

Reações raras (0,01% a 0,1% das pessoas):

  • Paralisia facial aguda.

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