A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou procedimento investigatório para apurar suspeita de estelionato envolvendo a agência Nara Viagens, que atuava no setor de turismo em Varginha. A informação é da EPTV. A empresa anunciou o encerramento das atividades e, desde então, passou a deixar clientes sem resposta e sem os serviços contratados. Mais de 15 boletins de ocorrência já foram registrados.
Segundo a Polícia Civil, as denúncias envolvem consumidores de Varginha, Três Corações, Três Pontas, Poços de Caldas e Cambuquira. Os relatos incluem cancelamento de viagens, ausência de reembolso e dificuldade de contato com a agência.
Em nota, a corporação informou que as diligências seguem em andamento e ressaltou que o crime de estelionato é de ação penal pública condicionada à representação das vítimas. Por isso, os consumidores devem comparecer presencialmente à delegacia mais próxima para formalizar a denúncia e apresentar documentos e provas que auxiliem nas investigações.
Clientes relatam prejuízo e frustração

Entre os prejudicados está a professora Luciana Vilela, que adquiriu um pacote para viajar com a família a Arraial do Cabo (RJ). Segundo ela, desde o início houve dificuldades para obter informações básicas sobre a viagem.
“Entrei em contato via WhatsApp, era um valor promocional para mim, meu marido e meu filho. Fechei, paguei à vista e pedi o contrato várias vezes. Só enviaram quatro ou cinco dias depois.”
Mesmo após o pagamento integral, a agência não informou datas nem detalhes da hospedagem. Com o cancelamento repentino, Luciana calcula prejuízo superior a R$ 2 mil.
“Não tem viagem. Vai ter férias, mas sem viagem. Comprei itens para levar para a praia, tudo se perdeu. É uma dor de cabeça enorme.”
Agência cita crise financeira
Em comunicado, a Nara Viagens informou o encerramento das atividades e atribuiu a decisão a uma crise financeira iniciada na pandemia, agravada por tragédias em destinos turísticos e sucessivos adiamentos de pacotes. A empresa alegou aumento de custos, concorrência desleal e a contratação de empréstimos para tentar manter os compromissos.
Segundo a nota, promoções foram adotadas para recuperar o caixa, mas não surtiram efeito. A agência também afirmou que tentativas de reagendamento geraram insatisfação e ameaças por parte de clientes, o que teria provocado queda total nas vendas. A representante legal declarou estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
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Jornalista profissional (formado em Comunicação Social e Direito), radialista e cerimonialista. Escreve sobre política desde 1993. Fundador do Jornal Folha de Varginha e Blog do Madeira. Servidor municipal. Comendador do Mérito Legislativo de Minas Gerais. Diretor de Comunicação da ACIV (Associação Comercial de Varginha) e vice-presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas de Varginha). Foi membro da Academia Varginhense de Letras. Diretor da Abraço e do Voluntariado Vida Viva. Comentarista político da Rádio Clube de Varginha (99,3 FM). Organizador do livro “Narrativas de Nico Vidal”. Autor do livro “Causos da Política (acontecidos em Varginha)”. Apresenta o Blog ao Vivo e o Podcast Varginha em 1 minuto ou mais. Cozinha pra família nos finais de semana (às vezes fica bom). Cruzeirense.
























