Pároco do Rosário aborda o Tríduo Pascal

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Pároco do Rosário aborda o Tríduo Pascal

A Igreja, através do caminho quaresmal, desejou nos ajudar a assimilarmos, em nossa existência, o mistério pascal que celebramos.

“Convertei-vos e credes no Evangelho” foi o apelo que Jesus nos dirigiu neste tempo. Acolher seu apelo implica pôr-se a caminho iluminados pelo próprio Senhor.

O tempo quaresmal foi oportuno para rever nosso interior, cairmos em si e termos a coragem de voltar para casa do Pai e celebrarmos a vida nova, a páscoa, a passagem do pecado para o perdão, da morte para vida, da escravidão para a liberdade.

Na Bíblia a Páscoa aparece pela primeira vez no capítulo doze do livro do Êxodo, dentro do contexto de vida nova, como memória da libertação da escravidão no Egito (cf. Êxodo 1-3).

A Páscoa judaica acontecia como celebração familiar, de ação de graças a Deus pela passagem da escravidão (cf. Êxodo 12).

Deus nos liberta para sermos verdadeiramente livres (cf. Gálatas 5,1) e a mais significativa manifestação de liberdade é o exercício do amor, da bondade, da solidariedade, da partilha, do respeito para com os outros. 

Estamos vivendo a Semana Santa, e nela celebramos o Mistério Pascal de Cristo, o centro de nossa fé cristã e o mistério do Amor e da Vida que se renova.

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A Páscoa nos mostra que Jesus Cristo, o Verbo Encarnado de Deus, deu sua vida na Cruz por nós. 

O Sagrado Tríduo Pascal é o ápice do ano litúrgico no centro de toda vida cristã porque celebra a Morte e a Ressurreição do Senhor, “quando Cristo realizou a obra de redenção humana e da perfeita glorificação de Deus pelo seu mistério pascal, quando morrendo destruiu a nossa morte e ressuscitando renovou a vida”.

Celebramos o Tríduo Pascal que nos remete ao Mistério de Cristo.

A Quinta feira Santa é a memória da última ceia de Jesus com os seus, que abre o Tríduo Pascoal.

Trata-se de uma antecipação da ceia (ritual) do que acontecerá com Cristo na sua Páscoa.

Véspera de Sua morte na Cruz, sabendo que as autoridades judaicas haviam tramado sua morte, Jesus reuniu os discípulos e celebrou com eles a Última Ceia. 

Naquela Ceia derradeira, Jesus não celebrou somente a Páscoa judaica, mas inaugurou a Sua Própria Páscoa.

Sexta-feira da Paixão dia da contemplação amorosa da Paixão do Senhor: “eis o lenho da cruz, do qual pendeu a Salvação do mundo!”  Jesus foi condenado e morto na Cruz.

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Aquele que passou a vida “fazendo o bem” (At 10,38) e “fez bem todas as coisas” (Mc 7,37), foi condenado a morrer crucificado.

Sábado Santo dia do grande silêncio em memória de sua sepultura. Permanece o jejum e a oração.

 A Páscoa da ressurreição com sua expressão maior na vigília pascal, a “Mãe de todas as celebrações”:“eis a luz de Cristo!” Cantamos mostrando o Sírio Pascal e iluminando com ele a Igreja.

Esta é a Verdade que a Páscoa nos anuncia: o mistério do amor venceu; a vida reina sobre a morte; a força de Deus é maior que as forças opressoras da morte. Enfim, a vida vence a morte e, a partir dessa Verdade somos convidados a revitalizar nossa Fé na Ressurreição e na Vida Eterna.

Somos convocados a anunciar o sentido mais profundo da Páscoa: viver a Páscoa significa viver como ressuscitados. 

Feliz e abençoada Páscoa!

Pe. João Batista Máximo, scj

Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Varginha MG

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