Onda de calor: Saiba como se proteger das altas temperaturas

Onda de calor: Saiba como se proteger das altas temperaturas
Foto: Canva Pro

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Quem está cadastrado no sistema de alertas da Defesa Civil recebeu uma mensagem de pelo celular. O texto dizia que uma onda de calor irá atingir a região do Sul de Minas (e grande parte do Brasil) até o dia 27 de setembro.

Segundo a Classificação e Codificação Brasileira de Desastres (Cobrade), a onda de calor é caracterizada por um período prolongado de tempo excessivamente quente e desconfortável, no qual as temperaturas ficam acima de um valor normal esperado para uma região em determinado período do ano. Geralmente é adotado um período mínimo de três dias com temperaturas 5°C acima dos valores máximos médios.

Tá bom que esse alerta deveria ter sido dado no início da semana, pois em Varginha o que vimos foram altas temperaturas todos os dias! Está difícil andar na rua, trabalhar sem um ventilador ou ar condicionado do lado e até mesmo comer!

O calor excessivo também desencadeia problemas de saúde como a desidratação, câimbras causadas pelo calor, insolação e o agravo de condições de saúde como doenças respiratórias, cardíacas, renais e outras doenças crônicas, bem como os impactos sobre a saúde mental.

Por que está tão quente?

As ondas de calor são provocadas quando um sistema de alta pressão atmosférica se instala em uma determinada região e impede a circulação de uma massa de ar quente, que fica ali, parada.

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O ar aprisionado, porém, continua sendo aquecido, o que provoca o aumento anormal das temperaturas nas áreas afetadas. No meio urbano, as temperaturas são ainda maiores.

“Trata-se de um bloqueio atmosférico. Temos um centro de alta pressão no centro do Brasil que não permite que os ventos frios do sul subam, como se fosse um obstáculo ao avanço das massas de ar frio. Devido aos efeitos do El Niño, essas ondas não conseguem subir para as outras regiões. Consequentemente, as massas de ar frio não conseguem avançar e aumentam as chuvas na região Sul, em especial no estado do Rio Grande do Sul”, explica Rodrigo Lilla Manzione, especialista em gestão de recursos hídricos e professor do câmpus da Unesp em Ourinhos, em entrevista ao jornal da Unesp.

Ele ainda afirma que a ocorrência de ondas de calor é comum, mas estas estão ganhando intensidade graças aos efeitos do fenômeno conhecido como El Niño, que este ano está se mostrando mais potente. “Já vimos isso no Sudeste e Centro-Oeste, no ano passado e em 2020. Mas fica mais evidente quando ocorrem vários dias consecutivos com temperaturas médias muito altas. Os estudiosos de mudança climática estipulam que o valor máximo para as temperaturas médias não deve ultrapassar os 35°C. Se o calor vai além disso, verifica-se uma série de problemas com plantas, animais e seres humanos. O resultado é uma bola de neve que impacta o nosso cotidiano”, analisa.

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A maior temperatura registrada oficialmente até hoje no Brasil foi de 44,8°C em Nova Maringá, Mato Grosso, em 4 e 5 de novembro de 2020. Aquela medição superou o recorde oficial anterior registrado em 2005 na cidade de Bom Jesus, no Piauí, de 44,7°C.

Como se proteger

Imagem: Agência Brasil 61

 

Aletas da Defesa Civil: Campanha Cadastre Aí

Apesar do estado de Minas estar em um período de calor extremo, o período chuvoso está chegando e por isso, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) lançou a campanha Cadastre Aí.

O sistema via SMS permite o acompanhamento, em tempo real, de alertas de temporais. Para isso, basta a pessoa interessada enviar um SMS para o número 40199 com o CEP da residência ou do local que deseja monitorar.

Segundo o coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Carlos Eduardo Lopes “Esse sistema é de extrema importância para a segurança e para o bem-estar do povo mineiro. Ao se cadastrar, a pessoa vai receber informações atualizadas e precisas sobre condições climáticas”, disse.

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