Entrevista ao BDM!

Nova presidente da Copasa detalha privatização, impactos e mudanças para servidores e população

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Nova presidente da companhia, Marília de Carvalho Melo afirma que desestatização permitirá mais agilidade na execução de serviços, aumento da capacidade de investimentos e manutenção dos empregos durante período de estabilidade previsto em lei

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) entrou oficialmente em uma nova etapa após a conclusão do processo de desestatização, em 16 de junho. Agora sob controle privado, a empresa aposta em uma gestão mais ágil, ampliação dos investimentos e aceleração das obras de saneamento para cumprir a meta de universalização dos serviços no estado.

Em entrevista ao Blog do Madeira, a presidente da Copasa, Marília de Carvalho Melo, explicou como ficará a nova estrutura da companhia, os impactos da privatização para os consumidores, municípios e servidores, além dos planos para os próximos anos.

Nova composição acionária

Com a conclusão da operação, o Governo de Minas reduziu sua participação acionária na empresa. Ao todo, foram vendidos 45% das ações, enquanto o Estado manteve 5% de participação. A nova composição ficou definida da seguinte forma:

  • 30% das ações passaram para a Equatorial, que se tornou a investidora de referência da companhia;
  • 15% foram adquiridos por investidores do mercado;
  • 5% permaneceram com o Governo de Minas Gerais.

Segundo Marília, a participação remanescente do Estado tem como objetivo garantir a continuidade dos investimentos necessários para alcançar a universalização do abastecimento de água e do tratamento de esgoto.

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Mais agilidade na prestação dos serviços

De acordo com a presidente, uma das principais mudanças será a redução da burocracia enfrentada pela empresa enquanto estatal. Segundo ela, a Copasa deixa de seguir as regras da administração pública para contratação de fornecedores e prestadores de serviço, o que permitirá respostas mais rápidas às demandas da população. “A Copasa privada deixa de ter amarras da administração pública, nos permitindo escolher os melhores prestadores de serviço, no caso das empreiteiras terceirizadas, e trazer respostas rápidas para o cidadão”, afirmou Marília de Carvalho Melo.

A expectativa da companhia é reduzir problemas recorrentes, como atrasos na recomposição do asfalto após obras, demora em manutenções e dificuldades na execução de contratos terceirizados.

Investimentos devem aumentar

Outro ponto destacado pela presidente foi o aumento da capacidade de investimento. Segundo ela, o setor de saneamento enfrenta historicamente dificuldades para receber recursos públicos suficientes. Com a nova estrutura societária, a expectativa é ampliar os aportes financeiros e acelerar as obras em todo o estado. No ano passado, a Copasa investiu cerca de R$ 2,9 bilhões. Para este ano, a previsão é alcançar aproximadamente R$ 3 bilhões em investimentos.

Apesar da conclusão da privatização, a efetiva entrada da Equatorial como investidora de referência ainda depende da aprovação final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa da companhia é que essa etapa seja concluída nas próximas semanas.

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Servidores terão estabilidade

Marília também comentou sobre o futuro dos funcionários da empresa. Segundo a presidente, todos os empregados atuais terão 18 meses de estabilidade, conforme previsto na legislação que autorizou a desestatização.

Ela ressaltou ainda que a expectativa da nova gestão não é de redução do quadro de pessoal. Pelo contrário, com a ampliação dos investimentos e das obras previstas para os próximos anos, a companhia poderá manter e até ampliar as equipes, seja por meio de empregados próprios ou da contratação de serviços terceirizados.

Meta é universalizar o saneamento

Ainda conforme a presidente, a nova fase da Copasa busca aumentar a eficiência operacional, acelerar a execução de obras e ampliar o acesso da população aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A expectativa é que a combinação entre maior capacidade de investimento e menos burocracia permita à empresa entregar obras com mais rapidez e melhorar a qualidade dos serviços prestados aos municípios mineiros, inclusive no Sul de Minas.

Foto: Blog do Madeira

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