Legado eterno: Ozzy Osbourne deixa o palco da vida e entra para a história do rock

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O mundo do rock está de luto. Ozzy Osbourne morre aos 76 anos e deixa um legado imortal na história da música. O cantor britânico, conhecido como “Príncipe das Trevas”, foi um dos fundadores da lendária banda Black Sabbath, considerada a precursora do heavy metal.

Com uma carreira marcada por polêmicas, sucessos e resiliência, Ozzy transformou sua imagem em ícone da cultura pop. Canções como Paranoid, Iron Man e Crazy Train eternizaram seu nome entre os maiores artistas do rock mundial.

A morte de Ozzy Osbourne representa o fim de uma era. Fãs, músicos e críticos de todo o mundo prestam homenagens ao artista, que influenciou gerações e ajudou a moldar o som pesado que ganhou o planeta a partir dos anos 70.

Nos últimos anos, Ozzy enfrentava problemas de saúde que o afastaram dos palcos. Ainda assim, seguia ativo nas redes sociais e mantinha forte ligação com o público.

O BlogdoMadeira se une aos fãs do mundo inteiro nesse momento de despedida, celebrando a genialidade de um dos maiores nomes da história do rock.

Memória de fã: um show histórico no Morumbi

Em 4 de dezembro de 2016, tive a oportunidade de assistir ao show “The End” do Black Sabbath, em São Paulo. Era a turnê de despedida da banda. Ficamos hospedados na República, região que ainda não havia sido tomada pelo caos que vemos hoje — o cenário urbano combinava com a estética podreira do heavy metal.

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O show começou com uma típica garoa paulistana, sob um céu ao mesmo tempo claro e escuro. Era São Paulo. Era Ozzy.

Ficamos na última fileira do Estádio do Morumbi, de onde dá para ver o complexo esportivo com suas piscinas e quadras. Era o ponto mais distante de Ozzy Osbourne dentro daquele estádio. Sem cobertura, sob uma chuva fina, o ambiente parecia perfeito para o adeus da maior banda de heavy metal de todos os tempos.

Na plateia, os fãs pulavam, dançavam, deitavam nas arquibancadas, vivendo um dia de Ozzy. Já ele não tinha o mesmo vigor de décadas passadas. Caminhava com dificuldade, dava pulinhos, mas ainda cantava com potência.

A formação original estava quase completa, exceto pelo baterista Tommy Clufetos, da banda solo de Ozzy, que assumiu as baquetas. Em um momento marcante, Clufetos executou um solo de seis minutos entre as faixas “Rat Salad” e “Iron Man”, enquanto o trio descansava. Conseguiu segurar a plateia e ainda foi ovacionado.

Ozzy já não mordia morcegos nem evocava entidades como nos velhos tempos. Tampouco alcançava os tons mais altos. Mas continuava palhaço e irreverente — até mostrou a bunda, para delírio dos fãs. Por sorte, eu estava longe.

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Longa vida a Ozzy.

E você?

Qual sua música ou álbum preferidos dele e suas bandas?

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