O Ministério da Saúde elevou para o nível máximo de emergência o alerta para o risco da varíola dos macacos. Isso significa que a doença é considerada grave.
O alerta foi emitido após o aumento da capacidade de transmissão da doença, do agravamento dos casos confirmados, da vulnerabilidade da população e da indisponibilidade de medidas preventivas como vacinas e possíveis tratamentos.
Os níveis de emergência estão detalhados no Plano de Contingência Nacional para MONKEYPOX publicado pelo Ministério. O documento traz orientações para prevenção e tratamento tanto para a população quanto para as secretarias de saúde dos estados.
No Brasil, até 5 de agosto já haviam sido confirmados mais de dois mil casos, 1.962 suspeitos e um óbito. São Paulo lidera o número de casos no país, com mais de 1,5 mil registros confirmados.
Varginha possui um caso da doença em investigação. No Sul de Minas, pouso Alegre e Poços de Caldas confirmaram um caso da doença cada.
Transmissão
A transmissão da doença entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com lesões de pele ou fluidos corporais de uma pessoa infectada ou objetos recentemente contaminados, tais como toalhas e roupas de cama.
Macacos não têm relação com a doença
Apesar de levar o nome “varíola dos macacos”, os animais não têm nenhuma relação com a doença e por isso não apresentam riscos para a população.
A doença só leva este nome porque foi identificada pela primeira vez em 1958 em macacos de cativeiro que estavam na Dinamarca. Vale ressaltar que a espécie afetada na época não ocorre no Brasil e que pesquisas apontaram que o vírus também foi achado em roedores.
A doença é causada pelo mesmo vírus da Varíola humana, que está erradicada desde a década de 80.



























