Em coletiva, presidente da Câmara de Varginha apresenta ficha de médicos e reage a denúncia por cassação

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O presidente da Câmara de Varginha, vereador Marquinho da Cooperativa, negou na manhã desta segunda-feira (5/1) que estivesse embriagado no episódio em que é investigado por atropelar um jovem e deixar o local sem prestar socorro. Na coletiva, ele afirmou que não sentiu o impacto na caminhonete e disse que não viu o jovem, que estaria com um cooler nas mãos no momento em que foi atingido.

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Ainda durante a entrevista, Marquinho afirmou que o que chamou de “laudo político” estaria sendo usado contra ele e disse que o boletim de ocorrência e informações divulgadas pela Polícia Militar seriam “mentirosos”, segundo suas palavras.

O vereador declarou que o boletim e informações divulgadas pela Polícia Militar são “mentirosos”.

Ao apresentar a ficha de atendimento no Hospital Bom Pastor, Marquinho disse que “…então a matéria (divulgada pela PM) é mentirosa. A polícia faz o que quiser, quando aborda a pessoa, principalmente quando ela está sozinha. Faz 19 anos que eu não bebo”.

Ficha do HBP apresentada na coletiva

Como parte da defesa, o vereador exibiu uma ficha de atendimento no PA (pronto-atendimento) do Hospital Bom Pastor (HBP), registrada às 4h18 do dia 1º de janeiro de 2026, assinada pelos médicos Roberto Pereira, Gustavo Lucena e Márcia Alves. No documento, conforme apresentado na coletiva, consta que ele estava “consciente, orientado, de posse das suas faculdades mentais, sem sinais de embriaguez”.

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O BlogdoMadeira registra que a ficha foi mostrada pelo vereador durante a coletiva e mantém espaço aberto para esclarecimentos das instituições citadas.

“No contêiner eu bati sim”

Questionado por um jornalista se teria havido uma colisão antes do atropelamento, Marquinho confirmou que bateu o veículo em um contêiner. Ele declarou: “No contêiner eu bati sim, eu tava olhando no celular”.

Denúncia pede cassação e reúne outros episódios

Também nesta segunda-feira (5/1), uma hora antes da entrevista coletiva, o advogado Juliano Comunian informou ter protocolado denúncia pedindo a aceitação da representação e a cassação do mandato.

Segundo o advogado, a denúncia sustenta que Marquinho conduzia o veículo na contramão, estaria embriagado e, principalmente, não teria prestado socorro à vítima. Ainda conforme a representação, foram anexados outros fatos com o objetivo de traçar um perfil do político, incluindo:

  • menção à existência de inquérito policial envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro (e outros crimes) em outra comarca, segundo o denunciante;

  • relatos de ameaças atribuídas ao vereador contra a jornalista Andréa Marques, conforme citado pelo advogado;

  • referência a um caso envolvendo “grave ameaça” a uma senhora de 76 anos, que, segundo o advogado, tramita na Justiça do Trabalho.

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O BlogdoMadeira ressalta que esses pontos foram apresentados como alegações na denúncia e deverão ser avaliados pelas instâncias competentes.

Mãe do jovem cobra responsabilização

A mãe do jovem atropelado também se manifestou e, em desabafo, criticou o episódio: “Agora meu filho não pode ir em uma festa e vem um louco e atropela ele”, disse.

O que vem agora

Com a coletiva e o protocolo da denúncia, o caso entra em nova fase. A apuração sobre o atropelamento segue nos órgãos responsáveis, e o pedido de cassação dependerá de análise e eventual abertura de procedimento no Legislativo.

O BlogdoMadeira mantém espaço aberto para manifestações do vereador, da defesa, do denunciante, das autoridades de investigação e das demais pessoas citadas.

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Respostas de 3

  1. agora piorou.
    policiais mentirosos, e ai PM vai deixar barato essa questão ?
    médicos que atenderam esse cidadão, deixam claro que estava limpinho. Estranho.
    Cabe agora um pente fino, alguém está mentindo muito e os médicos, se o cara estava totalmente, bebado como emite um documento alegando que não.
    Só quem não conhece esse cidadão vai comprar essa versão.

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