Gordinhos, gordos, gordões

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Sempre gostei muito de pessoas com vários e vários quilinhos a mais. Costumam ser alegres, bem humoradas, generosas, principalmente quando estão comendo. Gostam de dividir, sentem prazer que todos por perto comam e bebam do bom e do melhor.

Deus me proteja de gordos sombrios, fisionomia de unha encravada, perpétuo sentimento de culpa. Pobres condenados!

Convivem com um dos piores conflitos interiores: o de querer desesperadamente emagrecer (o que raramente conseguem) e penar uma vida inteira torturados por obsessiva vontade de bem comer. Ao que acabam sucumbindo… Escondidos.

Bem-vindíssimos as gordinhas e gordinhos da mesa carinhosa e suntuosamente farta. Dos pitéus, acepipes, petiscos e guloseimas; dos quitutes, manjares e iguarias; dos morangos vermelhinhos com creme de chantilly, dos bolos cinematográficos, dos pudins com calda de açúcar queimado, dos mágicos bombons, dos condimentos exóticos, dos molhos suculentos, dos lombos e pernis enfeitiçados com abacaxi e vinho, das fritadas picantes, guisados sofisticados, das tortas e empadões, suflês, lasanhas, caldeiradas e paellas, do caprichoso vatapá com camarões gigantes, do rico bacalhau mergulhado em azeite dourado… E tudo o mais que V. sonhar.

Respostas de 3

  1. 1 comentário
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    Nilmar Ashton
    Conheço as inteligentes e bem sacadas filosoflechas do amigo Marcos Resende. Até as costumo citar. Excelente empreendimento de Marcus Madeira em publicá-las no seu blog.

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