Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que 81% dos empreendedores do setor acreditam que o faturamento será maior no final deste ano se comparado com o mesmo período de 2024, impulsionado pelo 13º salário, as confraternizações e o turismo.
Segundo o presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci, o cenário de desemprego em baixa e maior renda disponível sustenta o otimismo do setor.
Apesar das boas projeções, setembro foi um mês difícil para o setor, marcado pela alta da inflação e pelos efeitos dos casos de intoxicação por metanol, que impactou a última semana do mês. O número de empresas com lucro caiu de 43% em agosto para 33% em setembro, enquanto o total de negócios em prejuízo subiu de 16% para 27%.
Os dados são reforçados pelo Índice Abrasel-Stone, que registrou uma queda de 4,9% no volume de vendas no mês. Mesmo assim, o ambiente é de confiança.
Em Minas Gerais, 79% das empresas esperam aumentar as vendas no fim de ano. Em comparação com o mesmo período do ano passado, 8% esperam estabilidade, 8% projetam queda e 5% dos estabelecimentos não existiam em 2024. Além disso, 19% estimam aumentar o faturamento em até 5%; 21% estimam aumentar o faturamento entre 6% e 10%; 20% estimam aumentar o faturamento entre 11% e 20%; 9% estimam aumentar o faturamento entre 21% e 30% e 10% estimam aumentar o faturamento acima de 30%.
A pesquisa apontou ainda que 27% dos empresários pretendem contratar mais funcionários nos últimos meses do ano. Outros 63% vão manter o quadro de empregados e apenas 10% têm a intenção de demitir.
Já em relação ao prejuízo, inflação e endividamento, 29% das empresas registraram prejuízo em setembro. Outras 37% ficaram em equilíbrio e 34% realizaram lucro. Além disso, 38% não conseguiram reajustar os preços do cardápio nos últimos 12 meses e 36% possuem pagamentos em atraso.
SUL DE MINAS
O presidente da Abrasel no Sul de Minas, o varginhense André Yuki, conta que na região não está sendo diferente. “Os empresários preveem aumento nas vendas e essa expectativa supera os resultados registrados em anos anteriores, evidenciando um processo de retomada após períodos de instabilidade”, explicou.
Ainda segundo André Yuki, a maioria dos empresários relata dificuldades na contratação devido à falta de interessados ou à escassez de profissionais qualificados. “Para mitigar essa situação, muitos empresários estão investindo em premiações por desempenho, treinamentos, flexibilização de jornadas e reajustes salariais.
Secretária da Argumento Jornalismo Ltda (BlogdoMadeira e Jornal Folha de Varginha). Estudante de Publicidade & Propaganda.

























