O jornalista Marcus Madeira e sua esposa Adrienne partiram em uma aventura bem mineira.
Eles pegaram estrada nessa segunda-feira (7) com destino ao Caminho Velho da Estrada Real: Ouro Preto a Paraty.
A aventura vem trazendo nas redes sociais muitas dicas, tours por hotéis e restaurantes, experiências gastronômicas e curiosidades históricas.
Saiba quais foram as travessuras dos aventureiros neste segundo dia de viagem!
No primeiro dia foram mais de 7 horas entre Varginha e Ouro Preto. Tudo porque resolvemos atalhar em Carmópolis de Minas, onde tem uma lanchonete da Vaquinha na Fernão Dias. A partir daí passamos por várias estradas confusas e estreitas. E sem sinal de celular…
Aí começam as referencias à Estrada Real. Pousada Real, Estância Real, Empada Real (que, por sinal @migueldeluca, estava uma delicia).
Chegamos em Ouro Preto no final do dia. Cidade linda! Resolvemos ficar dois dias. Vamos tomar café e retirar os passaportes.
Uma bela vista em um belo dia para explorar
Praça Tiradentes
Com direito a cafés (claro), comida boa e típica da região e muita referência da cultura mineira, museus e história.
Relato do DIA 1, por Marcus Madeira
O COMEÇO
Antes de sair do hotel, pedimos sugestões para o Rubens. Ele perguntou se a gente iria visitar alguma mina de ouro. Respondi que nem tinha pensado nisso. Aí ele desfiou um monte de histórias: o TCC do Rubens foi sobre a influência da movimentação financeira no período Imperial. E indicou a Mina do Bijoca.
Fomos lá.
O Luan foi nosso guia. Contou que a área onde as galerias da mina estão situadas foi comprada pelo “Seu” Bijoca em 1962. Foi ele quem descobriu as minas, que hoje levam seu nome.
Muita gente sofreu ali. As galerias tinham em média 1,50 m de altura (hoje eles nivelaram o piso para facilitar as visitas). O que fazia os senhores recrutarem os escravos mais baixos e crianças a partir de 8 (oito!) anos para o trabalho. Uma rotina que começava antes das cinco da manhã e durava 14 horas por dia.
Conta Luan que o escravo que conseguia encher um pedaço de bucho de boi (bucho cheio) com minério por dia, recebia uma tigela de ração.
Quem não conseguia, recebia menos comida. Era um escravo de “meia tigela”.
O passeio dura meia hora e faz a gente refletir. Aparentemente poucas pessoas visitam os locais onde a Estrada Real começou. É ali o motivo de existir rotas entre Minas, São Paulo e Rio. Por onde milhares de pessoas passaram, morreram e poucas enriqueceram.
Ouro Preto tem hoje 74 mil habitantes. No século 18, teve mais de 100 mil habitantes. Era a cidade mais populosa das Américas. Nova Iorque tinha a metade. São Paulo, 8 mil.
Oficialmente foram levadas aproximadamente 800 mil toneladas de ouro de Villa Rica/Ouro Preto, Mariana e outras vilas que hoje são distrito de OP. Mas os números são maiores, pois aí não estão as cargas contrabandeadas.
Estima-se que mais de um milhão de toneladas de ouro foi usado para Portugal pagar dívida com a Inglaterra.
Voltando: uma forma de tentar despistar a Coroa Portuguesa era colocar ouro dentro de santos de “pau oco”. Ou misturar o ouro em pó no pelo das mulas. Depois, lavava-se o animal e retirava-se o pó precioso. Daí vem a expressão “lavar a mula”.
Curiosidades à parte, essa visita a Ouro Preto confirma minha tese: onde existem sinais de riqueza, como móveis históricos suntuosos, certamente teve muito sofrimento.
Veja este carrossel de fotos:
Amanhã tem mais diário!
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Esta expedição tem o apoio e patrocínio do Posto Líder, Porto Seco Sul de Minas e Bella Flor Cosméticos.



























