Ética no Supremo

OAB-MG propõe código de ética para ministros do STF

"OAB/MG propõe código de etica para ministros do stf."

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A Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais apresentou uma proposta pertinente: um código de ética específico para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

O documento foi entregue em Brasília, pelo presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, ao presidente do Conselho Federal da OAB, José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral. A proposta prevê a inclusão de normas de conduta funcional diretamente no Regimento Interno do STF.

A iniciativa busca estabelecer parâmetros claros para o comportamento institucional dos magistrados da Corte. Algo que, convenhamos, seria esperado naturalmente de quem ocupa o posto mais alto do Judiciário brasileiro.

Ainda assim, é preciso registrar: mérito para a OAB por enfrentar o tema.

Proposta busca reduzir riscos de decisões enviesadas

Segundo a OAB-MG, o texto foi elaborado com base em estudos acadêmicos sobre o funcionamento da jurisdição constitucional. A premissa é simples: o julgamento humano não está livre de vieses cognitivos, influências externas ou pressões contextuais.

Por isso, a proposta defende a incorporação de regras de conduta ao regimento do Supremo para:

  • reduzir riscos de decisões enviesadas

  • aumentar a previsibilidade institucional

  • fortalecer a credibilidade da Corte

Em linguagem mais direta: criar um manual mínimo de comportamento para quem decide os maiores conflitos do país.

Em um país sério, isso seria desnecessário.

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Referências internacionais

Para elaborar o texto, a OAB mineira usou como referência dois modelos internacionais:

  • o Código de Conduta da Suprema Corte dos Estados Unidos (2023)

  • o Código de Conduta do Tribunal Constitucional Federal da Alemanha (2018)

A proposta, segundo a entidade, não pretende interferir na independência dos ministros, mas apenas regulamentar deveres relacionados ao exercício da jurisdição.

Quem toma conta do STF?

A iniciativa do varginhense Gustavo Chalfun merece reconhecimento. Em tempos de polarização e desgaste institucional, qualquer movimento em favor da transparência e da ética pública é bem-vindo.

Mas há um detalhe difícil de ignorar.

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O Supremo Tribunal Federal é considerado o guardião da Constituição, o topo do sistema judicial.

É lamentável que tenha sido preciso propor um código de ética para lembrar que magistrados devem agir com prudência, distância das disputas políticas. E respeitar a soberania dos poderes.

Se o STF toma conta da justiça, quem toma conta do STF?

Parabéns, OAB! Tapa de luva em pessoas que, até há pouco tempo, eram sinônimo de correção, honestidade e decência.

Existem vários casos antigos de juízes que vendiam sentenças (lembra?).

Ou que superfaturavam obras, como Nicolau dos Santos Neto, o “Juiz Lalau”, que foi preso por gastar o dobro do valor de uma nova sede para o TJ e desviar a metade dos recursos.

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Mas agora o problema é na cúpula, no ponto mais alto da justiça.

A OAB deveria agir com esse rigor e participação social há mais tempo.

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