Bares e restaurantes do Sul de Minas pedem retomada do horário de verão

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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) enviou carta ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, pedindo a volta do horário de verão no Brasil. Segundo a entidade, a medida gera impacto direto no faturamento dos bares e restaurantes, com crescimento entre 10% e 15%. 

“No momento em que o setor ainda se recupera dos prejuízos causados pela pandemia, a implementação da medida beneficiaria um setor que gera renda direta para mais de 7 milhões de brasileiros e tem cerca de 1,5 milhão de empreendimentos no país”, diz a Abrasel na carta enviada na terça-feira (26) ao ministro.

A Abrasel destaca que a medida movimenta a economia, principalmente no comércio e no turismo, uma vez que os turistas tendem a aproveitar melhor os destinos, estendendo suas atividades até mais tarde. A entidade também enviou um ofício sobre o mesmo assunto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos ministros do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e do Turismo, Celso Sabino.

O presidente da Abrasel no Sul de Minas, André Yuki (foto) diz que “O horário de verão para o Sul de Minas pode fomentar o setor de alimentação e turismo de diversas formas. A principal delas é proporcionar um horário estendido para as atividades de lazer e entretenimento, o que inclui o consumo de alimentos e bebidas em bares, restaurantes e estabelecimentos similares. Com o horário de verão, as pessoas têm mais tempo para aproveitar os espaços turísticos, cachoeiras, parques e outros locais, o que aumenta a demanda por serviços de alimentação.

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Além disso, o horário de verão também estimula o turismo, especialmente em regiões com atrativos naturais, com climas mais amenos ou banhados pelo lago de Furnas, destinos como Gonçalves, Monte Verde, Boa Esperança, Guapé, Capitólio, Caxambu, São Lourenço tem a possibilidade de desfrutar uma hora a mais, assim fomentando a gastronomia , o turismo e a hospitalidade.”

O Ministério de Minas e Energia (MME) não se manifestou nesta quarta-feira (27). Na semana passada, a pasta informou que os dados não indicam  necessidade de implantação do horário de verão em 2023, em virtude do planejamento seguro implantado pelo ministério desde os primeiros meses do governo.

Criado em 1931, o horário de verão foi extinto pelo governo federal em 2019, com base em estudos que apontaram a pouca efetividade na economia energética. O governo da época também se baseou em estudos da área da saúde sobre os impactos da mudança no relógio biológico das pessoas.

Fonte: EBC GERAL

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