Professora de Varginha cria jogo que ensina língua portuguesa

Professora de Varginha cria jogo que ensina língua portuguesa
Fotos: arquivo pessoal

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Ensinar língua portuguesa pode ser um desafio para muitos professores, mas a criatividade pode surpreender. A professora Pietra Freitas Nadabe de Carvalho, de 24 anos, criou, em 2019, um jogo para auxiliar no ensino da Língua Portuguesa, chamado de “Que verbo sou eu?”.

Natural de Varginha, Pietra é formada em letras/português pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Segundo ela, o objetivo da criação do jogo foi revisar os tempos verbais da língua portuguesa. A professora foi estagiária na Escola Municipal Murilo Mendes, em Juiz de Fora, durante seu tempo da faculdade. E foi nessa escola que ela validou o jogo desenvolvido na Universidade.

“Minha inspiração para criar o jogo, na verdade, foi que eu sempre quis fazer a diferença na educação. Então, eu me inspirei em jogos que já havia visto na internet e até mesmo no nosso querido Banco Imobiliário, um jogo que eu sempre gostei de jogar desde pequena. Então, eu tive várias ideias, eu tive várias pessoas que me apoiaram nisso. Eu acabei me inspirando no formato do jogo Banco Imobiliário, que é o tabuleiro, que se parecem um pouco. E eu queria que tivessem cartas, também como no Banco Imobiliário. Mais pra frente, eu acabei me inspirando um pouco no Show do Milhão ao criar a opção ‘peça a ajuda a um universitário’, que eu adaptei para ‘peça ajuda a um universitário brasileiro’ quando eu levei o jogo para os Estados Unidos”, contou Pietra em entrevista para o Blog.

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Regras

No jogo, você tem um tabuleiro com algumas casas de ação e a equipe ou pessoa (depende se você estiver jogando individualmente ou não) que chegar no fim primeiro vence. Na adaptação criada para os EUA, há duas principais casas de ação do tabuleiro, que são “hora de verbalizar” e “uma palavra, um verbo”. Na primeira, a professora dá algumas sequências de números de 1 a 10 para os estudantes escolherem. Cada número há um verbo no infinitivo que precisa ser conjugado. Em seguida, ela pede para que eles escolham letra A ou B. Na letra A eles escolhem uma sequência de 1 a 5 (tempos verbais) ou de 1 a 4 (pessoas do discurso). Na letra B eles escolhem um número de cada sequência. Se o estudante acertar, ele anda duas casas no tabuleiro.

Na segunda ação, “uma palavra, um verbo”, é dada uma frase incompleta em que o aluno deve completá-la com um objeto e identificar os verbos, por exemplo: “ontem esqueci minhas ________ na garagem”. Cada acerto que o jogador fizer lhe dá o direito de andar uma casa. Esta ação pode ser usada para ensinar coisas específicas, como estações do ano ou móveis.

Em uma outra ação, inspirada no Banco Imobiliário, o estudante pode ficar uma rodada sem jogar por meio do recurso “fique depois da aula”.

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Todas as casas do jogo, fora as de ação, são letras do alfabeto, dando liberdade ao professor de usar as casas como bem entender, como por exemplo: “me dê uma fruta com a letra correspondente a sua casa”.

Pietra também já aplicou o jogo na Escola Estadual Professor Antônio Domingos Chaves e no Colégio Ágape Dom e pretende apresentá-lo na Escola Estadual Clóvis Salgado, de Três Corações, ainda este ano.

Professora Pietra Freitas Nadabe de Carvalho.

Exterior

“Eu também trabalho com o português como língua estrangeira e eu já desenvolvi outros projetos com outras universidades dos Estados Unidos antes de criar o jogo. Então, a oportunidade surgiu com um contato que eu já tinha com a Princeton University, em Nova Jersey. Eu cheguei a apresentar esse jogo pra eles e ele foi avaliado, foi adaptado. As regras deveriam ser menos complexas porque o jogo original foi feito para brasileiros, então teria que adaptar a linguagem, algumas regras, que retirei e criei. Depois que apresentei, eu tive um feedback muito bom dele, dos resultados que ele levou pra universidade. No seguinte, eles me contataram de novo, pediram uma nova apresentação e eles divulgaram meu trabalho nas redes sociais deles. Outras universidades chegaram a ver meu trabalho e começaram a me chamar para levar este material. Eu apresentei na Universidade da Georgia, na Universidade Rutgers, na Northwestern University, e uma universidade foi levando a outra”, contou a professora.

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